Na segunda-feira o blog volta - em edição especial, comemorativa dos 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Sem esquecer de outros muros que vão muito bem, obrigado.
O "ditador de facto" de Honduras avisou que vai fazer um "governo de unidade nacional". Só que nesse governo não entra o Zelaya, nem os parentes do Zelaya, nem os amigos do Zelaya, nem os vizinhos do Zelaya. Vai fazer unidade assim lá em Tegucigalpa!...
Zelaya diz que o acordo fracassou. É claro. E que as eleições de novembro não serão legítimas. Óbvio. Até agora, parece que a Hillary Clinton ainda não se manifestou. Ela vai dizer o quê? O Departamento de Estado dos USA paparicou o Goriletti a não mais poder - não declarou a existência de um golpe em Honduras, o que levaria a sanções comerciais; fingiu de morto enquanto o Zelaya estava no exílio; e reclamou do presidente constitucional quando ele se abrigou na embaixada brasileira. Toma, dona Hillary, que o filho é teu.
Espera-se, nas próximas horas, que os colunistas da imprensa livre escrevam laudas e laudas provando que é tudo culpa do Lula, do Celso Amorim e do Marco Aurélio Garcia.
Mais uma vez o MST está no banco dos réus da imprensa livre. Diz que militantes sem-terra invadiram duas fazendas do Daniel Dantas no Pará. Sem ter mais o que fazer, teriam quebrado tudo o que encontraram pela frente. Os dirigentes do Movimento negam.
Mas logo agora, rapazes, que eu estava dando a maior força para a depredação???
Quando ela passa: - a veste desgrenhada, O cabelo revolto em desalinho, No seu olhar feroz eu adivinho O mistério da dor que a traz penada.
Moça, tão moça e já desventurada; Da desdita ferida pelo espinho, Vai morta em vida assim pelo caminho, No sudário de mágoa sepultada.
Eu sei a sua história. - Em seu passado Houve um drama d’amor misterioso - O segredo d’um peito torturado -
E hoje, para guardar a mágoa oculta, Canta, soluça - coração saudoso, Chora, gargalha, a desgraçada estulta.
A obsessão do sangue
Acordou, vendo sangue... — Horrível! O osso Frontal em fogo... Ia talvez morrer, Disse. olhou-se no espelho. Era tão moço, Ah! certamente não podia ser!
Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço, Na mão dos açougueiros, a escorrer Fita rubra de sangue muito grosso, A carne que ele havia de comer!
No inferno da visão alucinada, Viu montanhas de sangue enchendo a estrada, Viu vísceras vermelhas pelo chão ...
E amou, com um berro bárbaro de gozo, o monocromatismo monstruoso Daquela universal vermelhidão!
Budismo moderno
Tome, Dr., esta tesoura, e... corte Minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa Todo o meu coração, depois da morte?!
Ah! Um urubu pousou na minha sorte! Também, das diatomáceas da lagoa A criptógama cápsula se esbroa Ao contato de bronca destra forte!
Dissolva-se, portanto, minha vida Igualmente a uma célula caída Na aberração de um óvulo infecundo;
Mas o agregado abstrato das saudades Fique batendo nas perpétuas grades Do último verso que eu fizer no mundo!
A Ana Cê é a amiga paulistana do Jota Bê. Eles não se veem muito. É que o Jota Bê, vocês sabem, é um tabagista impenitente. E a Ana tem asma e uma alergia braba a qualquer tipo de fumaça. Como é que ela sobrevive em Sumpaulo é um mistério.
Sempre preocupado com a saúde e o bem-estar dos cidadãos, o governo do Simpatia Serra multou a PUC-SP pela segunda vez, porque tinha aluno fumando dentro da universidade. Preocupada, a Pontifícia soltou circular pedindo encarecidamente aos estudantes que não façam mais fumaça em suas dependências. É que, se a gravíssima irregularidade continuar, a PUC pode ser fechada por dois dias. E se mesmo assim os tabagistas não pararem de poluir o ar da ecológica capital paulista, aí a interdição vai ser de um mês inteiro.
Sei não. Férias de um mês, fora de época? Acho que vai ter estudante da PUC se iniciando no vício.
O Delúbio chamou de "dinheiro não contabilizado". Foi o Delúbio mesmo? Ou foi outro acólito do Zé Dirceu, o maquiavel da Mooca? Pois os tucanos são muito mais elegantes. A maracutaia de Minas, capitaneada pelo Eduardo Azeredo, foi só uma "coleta irregular de verbas".
Lula diz que vai negociar os royalties do petróleo com o Sérgio Cabral. Marcou uma reunião para segunda-feira. Pode ser que também vá o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. A votação do projeto de lei, aquele da tunga, ia ser hoje mas foi adiada.
Vai lá, Cabral! Negociar sempre é bom. Mas toma cuidado para o Lulinha não bater tua carteira!
Rio de Janeiro, 10 de abril de 1984. Um milhão de pessoas se aglomeravam em torno da Igreja da Candelária, no comício das "Diretas Já". Chamaram um velhinho para falar. Ele demorou um tanto para chegar ao microfone. O pessoal, inquieto, cantava, assobiava, gritava palavras de ordem. O velho deu uma bronca: "Silêncio! Eu quero falar!" E dava para ouvir mosca voando no meio do povo quando ele recitou com voz firme as primeiras palavras da Constituição: "Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido!" Foi um delírio.
Heraclito Fontoura Sobral Pinto, mineiro de Barbacena, tinha 90 anos.
Ele ainda era estudante de direito e funcionário dos Correios quando aprontou a primeira. Estava trabalhando, mas uma confusão na rua chamou sua atenção. Eram soldados espancando um rapaz. Ele não pensou duas vezes: deixou o serviço e foi impedir a covardia. Depois, ainda acompanhou seu primeiro protegido à delegacia, onde o comissário de plantão foi sensível a seus argumentos e libertou o jovem. Não sem dar um aviso ao futuro advogado: "Vê se não fica comprando brigas alheias."
A vida toda de Sobral Pinto foi uma sistemática negação desse conselho.
Católico praticante e anticomunista até os ossos, Sobral foi o único advogado que teve coragem de defender Luís Carlos Prestes, preso pela ditadura do Estado Novo. No início, o líder comunista desconfiava daquele carola. Vai que era um espião. Com o tempo, veio a confiança e a amizade - que durou a vida inteira. Dizem que as conversas dos dois velhos eram hilárias: um querendo converter o outro ao seu próprio credo.
Em 1964, a ditadura inventou uma campanha chamada "Doe Ouro Para o Brasil". Os otários levavam correntinhas, braceletes e até alianças para depositar numas enormes e bem protegidas pilhas no meio da rua, tudo para salvar o país. Até hoje ninguém sabe onde foi parar aquele ouro todo. Pois bem. Sobral Pinto estava na avenida Rio Branco assistindo àquele espetáculo insólito, quando chegou o meganha: "Circulando!" Ele se recusou, é claro. Ficar parado na calçada era direito de qualquer cidadão. Foi preso. O delegado reconheceu o velho advogado e se desmanchou em desculpas. Mas Sobral não arredou pé: "De jeito nenhum, quero ser indiciado!"
Ele combateu a ditadura desde o primeiro dia, mas tinha trânsito com os milicos. Afinal, era catolicíssimo, conservador, acima de suspeitas. Uma vez, um coronel tentou justificar o regime: "Dr. Sobral, estamos implantando uma democracia à brasileira." Foi só para levar esta para casa: "Existe peru à brasileira, mas não existe democracia à brasileira. A democracia é universal, sem adjetivos."
Sobral Pinto morreu em 1991, aos 98. Hoje, a gente comemora 116 anos do nascimento desse brasileiro.
O coro do final do 4° movimento da 9ª Sinfonia é o hino europeu, desde 1972. O arranjo é de Herbert Von Karajan. Infelizmente, o melhor vídeo que achei não creditava orquestra e coro.
Com baixa umidade e alta temperatura, a aprazível cidade de Sumpaulo entrou ontem em estado de alerta... por causa da poluição. Mas o prefeito Kasado Kassab e o governador Simpatia Serra, administradores competentíssimos que são, já tomaram as devidas providências.
O site Globoesporte pediu a quatro "entendidos" para dar seus palpites sobre o Brasileirão. Quem vai para a Liberadores? Quem vai ser rebaixado? Quem vai ser campeão?
O Flamengo está por baixo. Só dois "especialistas" apostam no Mengão para a Libertadores. E nenhum acredita que a Nação vai comemorar o hexa este ano. A esses você pode somar 100% da crônica esportiva de Sumpaulo. Ninguém bota fé no rubro-negro.
Olhaí a União Europeia em ação. Coisa pequena, mas significativa. A Corte de Direitos Humanos da UE mandou retirar os crucifixos das escolas italianas. Afinal, quem tem outra religião - ou quem não tem nenhuma - pode não querer assistir à aula debaixo do símbolo masoquista cristão.
A Igreja, é claro, não gostou. O Berlusconi esperneou e diz que vai recorrer.
Se a Igreja e o Berlusconi estão juntos, corra rápido para o outro lado.
Até ontem, a União Europeia não tinha personalidade jurídida. Era apenas um acordo entre países. O Tratado de Lisboa institui essa entidade jurídica nova. É quase como se fosse uma Confederação.
Antes, qualquer decisão tinha que ser tomada por unanimidade dos países. Agora, funcionará um sistema de maioria qualificada: uma decisão será adotada no Conselho de Ministros se tiver o voto de 55% dos países da União, representando pelo menos 65% de sua população. O Parlamento Europeu terá mais poderes, mas, em compensação, foram criados mecanismos de relacionamento entre os parlamentos nacionais e o unificado. Também os cidadãos poderão participar mais: um milhão de assinaturas, em um número mínimo de países, garantirá a apresentação de uma proposta ao Conselho.
O Conselho Europeu terá um presidente, com mandato de dois anos e meio, e um vice, que também será responsável pela política externa e de segurança. A União Europeia terá uma única voz, muito mais forte, nas questões mundiais.
Tudo isso terá como base uma nova carta de direitos fundamentais: civis, políticos, econômicos e sociais.
Em 3 de fevereiro de 1958, três pequenos países europeus firmaram um tratado aduaneiro: o Benelux. A partir daquela data, deixaram de existir fronteiras econômicas entre a Bélgica, a Holanda e Luxemburgo. Imagina: antes, era como se você saísse do Rio para ir até Juiz de Fora e passasse por uma ou duas alfândegas. O tratado entrou em vigor em 1960.
Desde 1951 já existia a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que além dos três países do Benelux incluía a França, a Alemanha Ocidental e a Itália, potências regionais, ainda que arrasadas pela guerra. A Comunidade integrava a produção desses importantes insumos de base para a indústria e tinha também um objetivo político nobre: evitar uma nova guerra.
De lá para cá foi um longo caminho. Os seis países foram o núcleo do Mercado Comum Europeu, depois Comunidade Econômica Europeia, atual União Europeia, que engloba 27 países, sendo que 22 compartilham uma única moeda, o euro.
Ontem, o presidente da República Checa anunciou a adesão ao Tratado de Lisboa. Era o último país que faltava. Agora a Europa unificada passa a ser não apenas um aglomerado econômico, mas também uma entidade política.
Na próxima postagem vou resumir o tratado. Esta aqui é para comemorar. Foram mais de 50 anos, mas o continente das guerras finalmente aboliu suas fronteiras.
Morreu o velho antropólogo. E se ele pudesse ouvir os elogios fúnebres que lhe são feitos pela imprensa livre brasileira, morreria de novo.
Exemplos.
CBN: "Há 25 anos ele já se preocupava com a possibilidade de a humanidade destruir a si mesma."
O Globo: "Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método utilizado para estudar a organização social das tribos é chamado de estruturalismo."
Folha de SP: "Em obras como "As Estruturas Elementares do Parentesco" (1949), "Antropologia Estrutural" (1958), o etnólogo aplica ao conjunto dos fatos humanos de natureza simbólica o método estruturalista, que permite discernir formas invariáveis dentro de conteúdos variáveis."
Jornal do Brasil: Ele "dedicou-se à antropologia e à sociologia. Mas também aprendeu filosofia, direito, pintura, música e lingüística."
E por aí vai.
Se você não teve o prazer de ler Lévi-Strauss, alguns avisos: não, ele não estava atrasado quatro décadas em relação a Hiroshima; não, ele não achava que o estruturalismo era um método para estudar índio; não, ele não confundia o estruturalismo com a ciência em geral; não, ele não se achava o máximo porque, sendo antropólogo, estudava linguística. Em resumo: não, ele definitivamente não era um débil mental.
Obama ainda não sabe se vai poder ir a Oslo, para receber o Prêmio Nobel da Paz. É que ele está muito ocupado com a guerra do Afeganistão e a guerra do Iraque.
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa. O blog a mantém inalterada.
O pessoal saiu dizendo que o Juca é serrista e ele ficou zangado. Não é de hoje que o supremo jornalista esportivo do país não suporta críticas, mesmo as pequenininhas. Mas que é estranho essa nota sair em um blog esportivo, lá isso é.
O caso é que eu fiquei sem saber direito o que o Juca quis dizer, em especial quando se referiu aos hábitos do Collor. Será que ele insinuou que o Aecinho CHEIRA???? Foi isso????
Agora o Congresso hondurenho está fazendo jogo duro para reempossar o Zelaya. Vai que dá merda. De quem vai ser a derrota, adivinha? Do Obama e da Hillary? Ou do Lula e do Marco Aurélio???
Os analistas da imprensa livre estão fazendo um esforço danado para descaracterizar a enorme vitória da diplomacia brasileiras no imbroglio de Honduras. Foram os Estados Unidos que conseguiram o acordo. O Brasil ficou só olhando. Aliás, o Zelaya perdeu. Ué, perdeu? Então o que era aquela comemoração toda na embaixada brasileira? Photoshop???
Enquanto o Zelaya estava no exílio, o Goriletti deitou e rolou. Os Estados Unidos não denunciaram o golpe e, portanto, não impuseram sanções econômicas. Nenhum país reconheceu o "governo de facto" (como escreve o falecido Noblat), mas só quem se mexeu, de verdade, foram os vizinhos da América Latina. As eleições de fancaria estavam marcadas para novembro, sem problemas.
Aí o presidente constitucional apareceu na embaixada brasielrira. O povo foi para as ruas e mudou o jogo. O que fez o Departamento de Estado dos Estados Unidos? Disse que o Zelaya estava perturbando o processo. Sem dúvida ele perturbou o processo de implantar uma ditadura em Honduras. E a diplomacia brasileira firme, resistindo às pressões e condenando duramente os golpistas.
Os analistas da imprensa livre caíram de pau. A Porquinha chegou a dizer que, mais cedo ou mais tarde, o Brasil teria que entregar o Zelaya às "otoridades" de Honduras. O falecido Noblat escreveu que a política brasileira era "intervencionista". E por aí afora.
Agora saiu o acordo. E ler os caras é mais engraçado que nunca. Haja forçação de barra.
Está correndo rapidinho no Congresso o projeto sobre a exploração do pré-sal. Tem duas questões importantes e diferentes - embora a imprensa livre esteja misturando as coisas. Vamos lá.
Primeiro, tem o modelo de exploração. As reservas atuais são exploradas em regime de concessão, desde que o Imperador Fernando II terminou com o monopólio da Petrobras. Funciona marromeno assim: o governo faz um leilão. Quem pagar mais leva o direito de explorar o petróleo, que pertence à União. Quer dizer, pertence enquanto está lá embaixo, inexplorado. A empresa que tem a concessão se torna proprietária do óleo extraído. O projeto de lei prevê que o regime passa a ser de partilha, para as reservas do pré-sal. No regime de partilha, a empresa que extrai o óleo fica com um percentual do produto. O resto continua sendo propriedade da União, mesmo depois de extraído.
O regime de partilha é o mais utilizado em países com grandes reservas, por motivos óbvios, a saber: 1. garante mais lucros para o Estado; e principalmente 2. mantém o controle sobre o ritmo da exploração, um verdadeiro requisito de soberania, quando o óleo é muito.
Na segunda questão está a tunga nova. O projeto reduz os royalties dos estados e municípios produtores, criando um fundo a ser dividido pelo brasilzão todo. Parece justo. O petróleo não é da União? Então que beneficie a todos. Só que os royalties são uma pequena compensação pela tunga antiga: o ICMS do petróleo, ao contrário de todos os produtos, não é cobrado na origem, mas no destino.
Então acontece assim: a locomotiva - Sumpaulo - produz carros, geladeiras e aviões. E embolsa uma grana de ICMS. Para produzir tudo isso, Sumpaulo gasta muito petróleo. E tunga o ICMS do estado produtor. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia são os maiores produtores. Para compensar, a União paga os tais royalties - cerca de metade do que o estado ganharia com o ICMS. A locomotiva vai em frente, cheia de pose, empurrada pelos vagões.
Agora querem tungar em dobro: o imposto e os royalties. Quem querem? governo e oposição, nortistas e sulistas, gregos e troianos. O Simpatia Serra está reclamando um pouco - Sumpaulo tem consideráveis reservas no pré-sal. Mas é da boca para fora. O ICMS vai continuar rendendo os tubos por lá.
A 10 ª Conferência Mundial de Turismo de Gays e Lésbicas escolheu o Rio como destino preferencial do turismo LGBT. A cidade maravilhosa ganhou de Sydney, Barcelona, Buenos Aires, Montreal e Londres. Não, Sumpaulo não estava no páreo. Turismo gay não tem nada a ver com turismo de negócios.
Em setembro, a revista Forbes já tinha escolhido o Rio como "cidade mais feliz do mundo", depois de pesquisar dez mil pessoas em mais de vinte países.
De vez em quanto o tráfico abate um helicóptero a tiros. Mas o Rio de Janeiro continua lindo, feliz e alegre. As cidades muito feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental.