Blog Bueno


Bom fim-de-semana

Semana inglesa

Apesar dos pesares, o blog pegou no tranco. Eu também. Agora tem a paradinha de praxe. Na segunda eu volto. A gente se vê por aqui.



Escrito por Joel Bueno às 12h40
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Reunião do G8

Brasil no Primeiro Mundo

Obama e Sarkozy não resistem à... digamos... abundância da cantora brasileira Mayara Tavares, de 17 aninhos. Viva o Brasil!

Flagrante de Jason Reed, da Reuters.



Escrito por Joel Bueno às 12h17
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Filme de hoje

Robert Wise - The Sound of Music (1965)

Com Julie Andrews e Christopher Plummer. Era o filme preferido da velha? Talvez. Certamente estava entre os "dez mais".

 



Escrito por Joel Bueno às 12h02
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Música de hoje

Elvis Presley - Love me Tender (Poulton e Fosdick)

Mais um favorito da minha mãe.

 



Escrito por Joel Bueno às 11h41
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Sexta de poesia

Álvaro de Campos

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais       copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, 
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...



Escrito por Joel Bueno às 11h35
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Viver em Brasília II

Cinema arteiro

Fecharam o Cine Ritz, no Conic, aqui em Brasília. O cinema abriu na década de 70. O objetivo era passar "filmes de arte". Mas há tempos que a arte que ele exibia era outra: moçoilas tirando a roupa. Até aí tudo bem. O problema é que também tinha sexo ao vivo. E sorteavam um felizardo da platéia para... digamos... participar da performance das meninas. O delegado achou que não podia e mandou acabar com a brincadeira. Com o perdão da palavra: que sacanagem!

Fotos: Luciana Barreto e Edilson Rodrigues.



Escrito por Joel Bueno às 11h30
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Família Jota Bê

Jota Bê

Édipo torto

Édipo torto

 



Escrito por Joel Bueno às 11h03
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Miss Porquinha & Cia

Lulinha

Premiado

Premiado

 



Escrito por Joel Bueno às 10h48
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Miss Porquinha & Cia

Zé Sarna Ney

Zen-budista

Zen-budista

 



Escrito por Joel Bueno às 10h39
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Viver em Brasília

PT-DF

A direção do partido definiu - sabe-se lá como - que o candidato a governador vai ser o Agnelo Queiroz, "cristão novo" que se bandeou do PC do B para o PT no ano passado. O deputado Geraldo Magela (coleguinha de BB) não gostou e se lançou candidato ontem, numa reunião com 800 militantes e nenhum cacique.

A direção mandou dizer que o Magelinha está só brincando. Que ele quer mesmo é se cacifar para a reeleição de deputado. O Chico Vigilante, presidente do PT-DF, foi além: "o Magela é useiro e vezeiro de fazer esssas coisas. Usar o partido para outros propósitos." O Magela rebateu. É candidato a governador pra valer. Quer uma prévia. E para não baixar o tom, avisou que não admite "bravatas".

O governador Arruda, do Pefelê, tem tudo para se reeleger. Ou então volta o Roriz. Que escolha. O Partido dos Trabalhadores está fora do páreo, como se pode notar.



Escrito por Joel Bueno às 10h32
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Senado II

Poesia

O título do meu último post até parece o início de um hai-kai, né não? Algo assim, ó:

segue o cerco a sarney
solitário no senado
um sapo salta



Escrito por Joel Bueno às 16h10
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Senado

Segue o cerco a Sarney

Os cinco últimos posts do blog do Josias de Souza - leia-se Folha de SP - são dedicados a esculhambar o presidente do Senado. E é cada tijolaço... no total são 13 (treze) telas do computador. Ninguém aguenta ler. Para com isso, Josias! Você acaba me fazendo simpatizar com o Sarney.



Escrito por Joel Bueno às 14h47
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Imprensa amestrada

Pesos e medidas

A CBN chama o ditador de Honduras de "presidente". O presidente da Coréia do Norte é sempre "ditador".



Escrito por Joel Bueno às 14h32
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Música de hoje

Maurice Chevalier - Sous les Toits de Paris (Moretti e Nazelles)

Esta semana são os favoritos da minha mãe.

 



Escrito por Joel Bueno às 12h10
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Família Jota Bê

Vovó Veia e Jota Bê

Sargenta

Sargenta

 



Escrito por Joel Bueno às 11h55
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Hackers

Guerra cibernética - ou midiática?

Pelo menos 35 sites dos Estados Unidos e da Coréia do Sul sofreram ataques simultâneos de hackers.  Nos Estados Unidos pegaram o site da Casa Branca, o do Departamento de Defesa, o da Bolsa de Valores de Noviorque, entre outros. Na Coréia, o site da Presidência, o do Ministério da Defesa, o do Parlamento, o do maior portal de acesso do país e mais uns tantos.

Está tudo bem. Já descobriram o culpado. Não, não foi um grupo de adolescentes dos dois países que combinaram tudo no Facebook. A culpa é do Kim Jong Il, Kum Ji Ling, King Kong Li, um troço desses. Ele mesmo: o chefão da Coréia do Norte. Cansado de soltar mísseis e construir bombas, o maluquete resolveu brincar de outra coisa.

Parece aquela fala do filme Casablanca: "prendam os suspeitos de sempre!"



Escrito por Joel Bueno às 11h43
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Aquecimento global III

Esclarecimento

Se não deu para entender, esclareço agora. Não pretendo negar as evidências do aquecimento global. Tudo indica que este está ligado a emissões de vários gases, em especial o dióxido de carbono. O fenômeno tem início na Revolução Industrial.

Só não gosto nada de catastrofismos. O apocalipse vem sendo constantemente adiado, desde o ano 1.000. Também não gosto de unanimidades, todas burras, como já dizia Nelson Rodrigues. Gosto menos ainda de catrastofismos unânimes. E simplesmente detesto unanimidades catastrofistas que mal encobrem seus patrocinadores.



Escrito por Joel Bueno às 11h34
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Aquecimento global II

O caso do Brasil

Nesse papo colonialista, quer dizer, ambientalista, o Brasil é um caso à parte. Aqui temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, toda baseada em hidroelétricas. Se o país tem alta emissão de carbono, é por causa do desmatamento.

É muito diferente da China, por exemplo. A gente tem o maior interesse em diminuir a emissão de carbono. Para contribuir com o controle do aquecimento global. E para impedir a destruição da Amazônia, tesouro de biodiversidade.

Resta saber para onde vai a madeira e a carne produzidas pelo desmatamento ilegal. Desconfio que boa parte é exportada. Para o Primeiro Mundo. Na melhor das hipóteses, a carne e a madeira certificadas vão para a exportação, e sobra mercado interno para os produtos sem o selinho. Elementar, meu caro Watson.



Escrito por Joel Bueno às 11h28
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Aquecimento global

Quem paga a conta?

Nos anos 70, o papo era a "poluição". Assim genérico. Depois veio a tal da camada de ozônio. Hoje os chamados ambientalistas estão se lixando para o ozônio. Só se fala em aquecimento global.

Por coincidência, ou não, foi na década de 70 que começaram a exportar as fábricas mais sujas para o terceiro mundo. A preocupação se voltou para o ozônio quando as indústrias queriam implantar novas tecnologias, sem CFC, em geladeiras e condicionadores de ar. E o aquecimento global só virou problema quando países emergentes começaram a competir pesado no comércio global, com fontes de energia já ultrapassadas nos países ricos, e que poluem mais. A China, por exemplo, usa carvão direto. Que nem a Inglaterra da Revolução Industrial.

A China é o país que mais emite gases dos efeito estufa. Pudera, tem a maior população do mundo. A emissão per capita é muito menor que a dos norteamericanos ou europeus. Mas o problema é a China.  Por causa da poluição? Ou é porque produz mais e mais barato?

Agora os emergentes recusaram a proposta do G8 para controle do aquecimento global. Os ricos querem "compartilhar" suas metas de redução de gases. Eles diminuem o muito que soltam na atmosfera. Os pobres diminuem seu pouquinho. Por que será que não criam metas per capita? Assim, ó: cada país só vai poder soltar "xis" de carbono por pessoa.

Para o presidente da Índia, "o enfrentamento da mudança climática não pode ser obtido pela perpetuação da pobreza". Lula também soltou o verbo: "os países ricos exigem que os países pobres sejam responsáveis pela redução da poluição do planeta." 

Os ricos ficaram ricos destruindo o meio ambiente sem nenhum controle. Agora se arvoram a controlar os pobres. Estes que continuem pobres. Querem que a China solte menos carbono? Então paguem a construção de usinas atômicas, eólicas, solares, sei lá o quê. O banquete foi deles. Agora a conta é nossa?



Escrito por Joel Bueno às 11h06
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Miss Porquinha & Cia.

Simpatia Serra

Prêmios

Prêmios

 



Escrito por Joel Bueno às 10h36
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Miss Porquinha & Cia.

Miss Porquinha

Qualquer coincidência com a Miriam Leitão é mera semelhança.

Gripe

Gripe

Boris Casoff e Simpatia Serra

O Karloff é só inspiração. E o Casoy não tem nada a ver com isso.  O Serra... deixa pra lá.

Fechando a pauta

Fechando a pauta

Merdal Pedreira

Se você associar o nome desse jornalista escroque ao do probo comentarista Merval Pereira, é por sua conta e risco. 

Crítica

Crítica

Arnaldo Diogo 

O consagrado cineasta Arnaldo Jabor é outra coisa. O prestigiado poeta Diogo Mainardi é uma terceira coisa. Que coisa!

Preestréia

Preestréia

 



Escrito por Joel Bueno às 10h23
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Música de hoje

Frank Sinatra - Over the Rainbow (Arlen e Harbourg)

Para a velha ouvir em algum lugar. Com uma saudade danada.



Escrito por Joel Bueno às 17h18
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Homenagem

Ruth

A vida da Ruth, minha mãe, terminou às 8 horas e 32 minutos da sexta-feira.

Não foi uma vida excepcional. Mas foi uma vida inteira, produtiva e intensa. A menina queria ser médica, mas o pai não deixou. Era o Brasil dos anos 30. Então ela se formou professora primária no Instituto de Educação. Foram mais de 25 anos de sala de aula, estropiando a cordas vocais. Em geral ela educava as crianças das favelas, dos subúrbios longínquos, dos bairros mais pobres. Já aposentada, volta e meia encontrava um ex-aluno trabalhando de atendente no supermercado, ou de caixa no banco, uma coisa assim. Gente do bem. Trabalhadores honestos. E que sempre reconheciam a antiga mestra. Nessas horas, os olhos da Ruth brilhavam. A Ruth tinha uns olhos verdes com raios amarelos, olhos de gato.

O interesse pela medicina, somado à experiência com centenas de crianças, fez dela uma pediatra prática. Muito antes dos doutores,  diagnosticava as doenças infantis dos meus filhos. "É uma virose", dizia o doutorzinho. "Caxumba", cravava a Ruth. Batata. Depois de um dia ou dois inchavam os gânglios. Era caxumba.

Minha filha Tereza é disléxica, mas tem uma letrinha até boa, de tanto que a avó treinou com ela em cadernos de caligrafia. "Essa menina tem dislexia." E a psicóloga: "que nada." Precisava desempatar. Levei Tereza em São Paulo para  fazer o teste. Dislexia severa. Previsão de uns 10 anos de psicopedagoga e fono. Mas quem descobriu foi a intuição de mestra da Ruth.

Com seu curso de segundo grau, minha mãe deu aulas aos filhos e netos até o vestibular. Só não ensinava física. O resto era com ela mesma. Com quase 60 anos, voltou a estudar e se formou em teologia e em filosofia. Com 70 anos, dava aulas de lógica na faculdade. Com 75, mantinha um grupo de estudo de teologia. Com 80, era aluna de francês.

A história dos seus pais dava um livro. Sem exagero. Manuel era atleta, remador do Vasco, campeão sul-americano de single skiff. Luciana tinha tuberculose. Na época, era sentença de morte. A família do meu avô não aceitava o casamento de jeito nenhum. E quando Luciana engravidou os médicos não queriam deixar o bebê nascer. A Ruth nasceu saudável, mas sua mãe não viveu muito mais. Elas nunca se conheceram.

Talvez por isso, a Ruth foi super-mãe dos dois filhos, super-avó dos quatro netos, super-mestra dos alunos. Durona e exigente. Mas antes de tudo cuidadora. Quando eu passei meses no hospital, ela praticamente se internou junto. Só saía da cabeceira da cama aos domingos: levava a mala com roupa suja, trazia a mala com roupa limpa, no intervalo assistia à missa e pegava um cineminha. E muito mais tarde, quando seu marido adoeceu mortalmente de  velhice e tristeza, ela foi a super-mãe dele também.

Mamãe morreu cinco anos depois do meu pai, e foram cinco anos de lenta decadência. No final ela andava muito irritada com a falta de mobilidade e a dependência dos outros. A vida toda ela cuidou, agora era cuidada. Não tinha o costume.

Existe céu? Se existe, ela agora está dando aula para os querubins, aconselhando Maria, tomando conta de Jesus. Esse menino é muito rebelde.



Escrito por Joel Bueno às 12h05
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Família Jota Bê

Jota Bê



Escrito por Joel Bueno às 10h40
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Trânsito

Descalabro

O Senado vota hoje a regularização do mototáxi. Na próxima sessão vem a legalização da roleta russa. Mas só em comunidades carentes.



Escrito por Joel Bueno às 10h31
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Acredite se quiser

Busão aéreo

A companhia aérea irlandesa Ryanair quer que a Boeing faça uma porta de banheiro diferente, para cobrar do passageiro que vai lá no miguel. E está pedindo autorização às autoridades para transportar passageiros em pé.

(montagem feita sobre desenho de Leonardo)



Escrito por Joel Bueno às 10h27
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Viver em Brasília

Igrejinha

Nem tudo é monumental aqui em Brasília. A Igrejinha, na Entrequadra 307/308 Sul, é uma pequena jóia. É a primeira igreja de alvenaria da capital - já completou cinquenta anos. O projeto é de Niemeyer, os azulejos são de Athos Bulcão e os afrescos internos eram de Volpi. Eram. O descaso oficial os deixou tão deteriorados que não dava mais para restaurar.

O governo atual chamou o artista plástico Galeno para fazer novos afrescos. Galeno é daqui mesmo e sua obra tem lá suas similitudes com Volpi - sem ser imitação. Foi uma boa escolha. Mas alguns carolas não gostaram. É que o Galeno pintou uma Nossa Senhora sem rosto e umas bandeirinha e pipas - veja nas fotos. Deu até abaixo-assinado. Um dos fundamentalistas queria que o pintor projetasse uma pintura sacra na parede e copiasse. É mole?

Brasília, às vezes, é a capital federal. Com frequência é só uma cidadezinha de Goiás. Imagina só se Michelângelo fosse brasiliense e quisesse pintar Adão e Eva pelados...

 

As fotos são de Jorge Diehl. Copicolei do ótimo Pictura Pixels.

 



Escrito por Joel Bueno às 09h56
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Aviso

A quem interessar possa

Desanimado. Volto amanhã. Leva a mal não. Até lá.



Escrito por Joel Bueno às 13h59
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Aviso

A quem interessar possa

Estou voltando para casa. Amanhã - sedeusquiser - o blog volta ao a-normal. Até lá.



Escrito por Joel Bueno às 08h46
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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Política, Música, Literatura, Vinhos, Brasília
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